Casa Verde e Amarela: o que você precisa saber


Governo federal lança programa Casa Verde e Amarela. Novo programa habitacional promete aumentar o alcance de beneficiários

No dia 25/08, o governo federal lançou, junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, o programa de habitação que substituirá o Minha Casa Minha Vida, chamado Casa Verde e Amarela.

 

Mas o que esse novo programa significa para a população e para as construtoras que trabalham com o financiamento através do Minha Casa Minha Vida?

O que muda para as construtoras que já trabalham com o Minha Casa Minha Vida

Não é somente a população que será impactada com o novo programa Casa Verde e Amarela. As construtoras que atualmente vendem imóveis através do Programa Minha Casa Minha Vida também sofrerão alguns impactos.

 

O valor de repasse à Caixa Econômica Federal, que até então é de 1% do financiamento, passa a ser de 0,5%. A economia será repassada aos juros cobrados dos próprios compradores. Para as construtoras, isso significa a possibilidade de produzir mais unidades.

 

Com essa diminuição no repasse, há a possibilidade de o banco ser mais rígido em relação às regras para participação do financiamento.

 

Em suma, o mercado imobiliário, que já tem grande participação do Minha Casa Minha Vida, deve ser ainda mais beneficiado pelo programa Casa Verde e Amarela.

O que muda para a população no Casa Verde e Amarela

Como principal diferença notória, o programa tem taxas reduzidas para as regiões Norte e Nordeste, justificadas pelo histórico de IDH menor que as demais regiões brasileiras.

 

Confira as diferenças entre a renda das faixas do Minha Casa Minha Vida e do Casa Verde e Amarela:

Renda - Minha Casa Minha Vida

Faixa 1: renda de até R$1,8 mil

Faixa 1,5: renda de até R$2,6 mil

Faixa 2: renda de até R$4 mil

Faixa 3: renda de R$4 mil a R$7 mil

Renda - Casa Verde e Amarela

Grupo 1: renda de até R$2 mil

Grupo 2: renda de R$2 mil a R$4 mil

Grupo 3: renda de R$4 mil a R$7 mil

 

De acordo com a fala do ministro Marinho, as regiões Norte e Nordeste terão um tratamento diferenciado nas taxas, tendo como justificativa o histórico de IDH menor que as demais regiões.

Taxas - Minha Casa Minha Vida

Faixa 1,5: 5% (não cotista do FGTS) e 4,5% (cotista do FGTS)

Faixa 2: 5,5% a 7% (não cotista) e 5% a 6,5% (cotista)

Faixa 3: 8,16% (não cotista) e 7,66% (cotista)

Taxas - Casa Verde e Amarela - Regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste

Grupo 1: de 5% a 5,25% (não cotista do FGTS) e de 4,5% a 4,75% (cotista do FGTS)

Grupo 2: 5,5% a 7% (não cotista) e 5% a 6,5% (cotista)

Grupo 3: 8,16% (não cotista) e 7,66% (cotista)

Nota-se que, para essas regiões, as taxas seguem as mesmas do programa Minha Casa Minha Vida.

Taxas - Casa Verde e Amarela - Regiões Norte e Nordeste

Grupo 1: de 4,75% a 5% (não cotista do FGTS) e de 4,25% a 4,5% (cotista do FGTS)

Grupo 2: 5,25% a 7% (não cotista) e 4,75% a 6,5% (cotista)

Grupo 3: 8,16% (não cotista) e 7,66% (cotista)

Casa Verde e Amarela permitirá renegociação da faixa 1

Com o programa, o governo também visa trabalhar na renegociação dos mutuários de faixa 1 (baixa renda), o que não era permitido pelo MCMV. "Falamos de inadimplência beirando 40% dessas famílias. E são os mais pobres, os que ganham até R$1.800", disse o ministro Rogério Marinho.

 

O início das renegociações ainda não tem previsão, pois deve aguardar o fim da pandemia do novo coronavírus.

Regularização de habitações

Para além dos financiamentos, o programa também inclui a regularização de habitações até então irregulares. A meta é que 2 milhões de moradias sejam regularizadas até 2024. Essa parte do programa será realizada através de editais, em parceria com governos locais, para famílias com renda de até R$5 mil.

 

Além disso, as casas também podem receber melhorias através do programa, como construção de telhados, cômodos, instalações elétricas, acabamentos e até mesmo instalação de equipamentos geradores de energia solar. Para esta modalidade, serão atendidas famílias com renda de até R$2 mil.

 

Com o programa lançado, o governo traçou a meta de atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda até 2024, 350 mil residências a mais que o alcance do programa atual.

Fontes: G1, Agência Brasil, Exame.

 

Quem é a Blocco Ag.?

A Blocco Ag. é uma agência digital para o mercado da construção civil. Estamos há 4 anos no mercado e atuamos com especialidade no Marketing Imobiliário. 

 

Temos o privilégio de estarmos localizados na Ilha do Silício, considerada o pólo nacional de tecnologia e inovação: nossa linda Florianópolis. Por isso, estamos constantemente bebendo da fonte da inovação.

 

Nosso propósito é contribuir para a reconstrução das nossas cidades. Fazemos isso firmados em cinco pilares: pessoas, criatividade, tecnologia, dados e resultados. 

 

Está buscando resultados através do marketing da sua construtora? Nós podemos ajudar.

Clique aqui para falar com a gente.

 

Muito obrigado por ter chegado até aqui e até a próxima!

 

Ana Paula Tutui

Últimos conteúdos